A Teia (2024) Um thriller com Russell Crowe sobre detectives, homicídios e mistérios sobre a mente e as memórias

A Teia é um thriller realizado por Adam Cooper e protagonizado por Russell Crowe. Com Karen Gillian, Marton Csokas, e Tommy Flanagan. É baseado no romance de E.O. Chirovici.

“A Teia” não é um thriller original nem um filme que nunca tenhamos visto antes, pelo contrário, é um filme que joga pelo seguro e que, a todo o momento, quer cumprir com as regras do thriller psicológico de assassínios: dar um pouco de morbidez ao espectador e, especialmente, surpreender através do racionamento do mistério com reviravoltas no enredo.

Ele faz isso e faz bem, mas sem muita originalidade, o que prejudica essas reviravoltas do enredo.

Boa premissa que, no entanto, já vimos antes no que pareceria uma mistura entre Memento e Análise Final.

Mas que acaba por não se assemelhar a nenhum deles.

A Teia
A Teia

Enredo

Um detetive que foi submetido a um tratamento experimental para Alzheimer tem que revisar o caso de um homem acusado de assassinato no qual ele mesmo participou. O caso leva-o a investigar o assassinato de um professor universitário que estuda a mente e as memórias e uma misteriosa mulher que trabalhava com o professor.

Sobre o filme

Para os fãs de Russell Crowe: em forma, o que se diz “em forma” ele não está, mas continua a ser um bom ator que, com pouco que faça, sabe compor um personagem que poderia ter sido mais complexo mas que, devido à simplicidade do roteiro, não precisa de ser demasiado pensado na hora de interpretar. Muitas vezes, limita-se a recitar os diálogos e deixar que a sua personagem seja levada pelas sequências e pelo trama, mas é parte do trabalho de um bom ator: adaptar-se também a este tipo de filmes em que é preciso deixar que as reviravoltas estejam acima das interpretações.

Karen Gillian, que é uma atriz extraordinária, tem o difícil papel de brilhar num filme no qual o roteiro também não o permite. Apesar de carregar todo o mistério do enredo, não consegue brilhar porque os diálogos não o permitem e, apesar de todo o mistério que a personagem encerra, continua a ser uma personagem sem mistério algum além do que os diálogos lhe concedem.

Quanto à direção: é desigual num filme que se desenrola lentamente, acelera e se recreia em alguns flashbacks demais enquanto, às vezes, quer ser um mistério na mente e, outras, um thriller mais de assassínios. Não se decide, tentando agradar ao próprio género e ao que o espectador espera, sem conseguir alcançá-lo.

Nossa Opinião

“A Teia” vai desapontando e perdendo interesse gradualmente, à medida que as tentativas de revirar o enredo falham, uma após a outra, e que, próximo ao final, já não haverá nada que possa nos surpreender neste filme com uma boa atmosfera, boas performances, mas com um roteiro previsível num filme totalmente ligeiro no final.

Martha Lucas
Martha Lucashttps://www.goodreads.com/user/show/178194854-martha-lucas
Martha Lucas é apaixonada por cinema e literatura. Está a trabalhar no seu primeiro romance e escreve artigos. É responsável pelas secções de teatro e de livros na MCM. Sevilha, Espanha. Contacto: martalucas (@) martincid (.) com
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