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Starz gere Power como a Marvel: a Flossie de Leslie Grossman passa de ‘Raising Kanan’ para a prequela ‘Origins’

Grossman regressa a Flossie depois da temporada final de 'Raising Kanan' e torna-se o tecido conjuntivo do universo Power que Sascha Penn expande na prequela
Molly Se-kyung

Há cinco anos que a Starz transforma uma única saga criminal num universo autorreferencial, e a sua mais recente decisão revela até que ponto o estúdio pensa agora como a Marvel: as personagens recorrentes são tecido conjuntivo, não estrelas convidadas descartáveis. Levar uma personagem secundária através do final de uma série e para uma prequela é o sinal mais claro até agora de que a Starz gere o universo de Power como uma franquia com profundidade de elenco, onde uma era pode terminar, mas quem opera continua a trabalhar.

Leslie Grossman voltará a interpretar Florence “Flossie” Siegel — a mais prolífica cafetina de Manhattan, com uma fachada de alta sociedade impecavelmente polida e a dureza da máfia do velho mundo — em Power: Origins, a prequela que retoma a história após o final de Power Book III: Raising Kanan. Segundo avançou primeiro o Deadline, Grossman terá um papel recorrente. Só entrou neste universo no início de 2026, ao ser escolhida para a quinta e última temporada de Raising Kanan; em vez de retirar a personagem juntamente com a série, a Starz está a reposicioná-la.

A continuidade é o essencial. Sascha Penn, showrunner de Raising Kanan, também supervisiona Origins, e a prequela centra-se num Ghost adolescente (Spence Moore II) e em Tommy (Charlie Mann) a abrirem caminho à força no submundo de Nova Iorque, enquanto MeKai Curtis dá continuidade a Kanan Stark a partir do spin-off. Courtney A. Kemp, que criou o Power original com Curtis “50 Cent” Jackson, coescreveu o episódio-piloto de Origins e é produtora executiva através da sua produtora End of Episode; Jackson está entre os produtores. É a quarta série da franquia, depois de Power Book II: Ghost, Raising Kanan e Power Book IV: Force.

A cafetina de Grossman é precisamente o tipo de recurso que um universo partilhado guarda: uma intermediária de poder já pronta, com profundidade, transferível sem ser necessário inventar alguém novo. A Starz tem feito isto deliberadamente — no mesmo verão em que levou Jarita, de Asjha Cooper, de Raising Kanan para a prequela — construindo uma companhia de repertório que sobrevive a qualquer título isolado. A lógica torna-se ainda mais evidente agora que o Power principal se prepara para chegar à Netflix, dando à Starz todos os motivos para manter os cantos do mundo que վերահ controla por completo a gerar originais próprios.

Raising Kanan está a lançar os seus episódios finais ao longo de 2026, e Origins está em filmagens sem uma data de estreia definida, com esta escolha de elenco de ligação a chegar antes de qualquer um dos dois extremos estar plenamente no ecrã.

Uma cafetina que sobrevive à série que a apresentou é a prova mais simples da tese de Power: neste universo, ninguém se reforma verdadeiramente, apenas é transferido para um capítulo anterior.

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