Música

(G)I-DLE aposta que ‘We made’ prova o que seis faixas podem declarar

Alice Lange

O nono mini-álbum do (G)I-DLE chama-se ‘We made’ e o título é o argumento. Seis faixas autoproduzidas do início ao fim — a declaração mais direta que o grupo já fez sobre a sua identidade. Soyeon, que liderou a produção de praticamente todos os lançamentos do grupo, leva aqui esse papel à sua conclusão mais consequente.

O mood trailer intitula-se ‘We made love at 1-613°’ — uma referência ao ponto de fusão de um determinado metal. A imagem é deliberada: algo que muda de forma não ao partir-se, mas ao tornar-se primeiro líquido.

YouTube video

O (G)I-DLE tem ocupado uma posição singular no K-pop desde a estreia. Num género dominado por pipelines de produção controlados por editoras, o seu modelo — com Soyeon a liderar composição, letras e direção conceptual — aproxima o grupo de uma banda no sentido clássico. Essa diferença é a fonte tanto do seu material mais sólido como das suas apostas mais ambiciosas.

A leitura cética é direta. Seis faixas não oferecem muito espaço para sustentar uma tese tão declarativa. ‘Crow’, o single mais recente, mergulhou na escuridão; ‘We made’ chega com a expectativa de que esse movimento se aprofunde ou se complique. Um título assim categórico exige mais do que consistência — exige surpresa.

‘Nxde’, ‘Queencard’, ‘Super Lady’ — cada um marcou uma viragem. O (G)I-DLE conseguiu manter-se à frente da sua própria fórmula sem perder o público construído no capítulo anterior. ‘We made’ é a nona vez que o colocam à prova.

O nono mini-álbum do (G)I-DLE, ‘We made’, está disponível hoje. Seis faixas e um título sem equívocos. A tese de produção de Soyeon está agora nas mãos dos ouvintes.

Etiquetas: , ,

Discussão

Existem 0 comentários.