Música

Ariana Grande lança ‘petal’, álbum de 12 faixas construído sobre raiva genuína

Alice Lange

O sétimo álbum de estúdio de Ariana Grande, ‘petal’, chega como algo que o panorama pop raramente recompensa: um disco construído à volta da raiva. As doze faixas combinam produção R&B, contenção de cantora-compositora e minimalismo carregado num disco que sinaliza que Grande não está a tentar replicar a escala do seu catálogo anterior.

O título faz jus ao seu peso. Algo pequeno, delicado, mais perto da raiz do que da flor, e capaz de ser esmagado. Ao longo das doze faixas, Grande escreve a partir de uma posição que descreveu como território novo: sem filtros, sem a camada protetora de persona pop que os seus álbuns anteriores mantinham. A produção reflete essa decisão. Os arranjos são esparsos; o silêncio tem peso.

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O álbum chega num momento em que a carreira de Grande tem sido marcada por uma visibilidade de alto perfil — o filme Wicked e o seu extenso ciclo de imprensa, cobertura pessoal ao nível dos tabloides, e expectativas dos fãs acumuladas ao longo de anos de lançamentos no topo comercial da pop. ‘petal’ lê-se, nesse contexto, como uma recalibração deliberada: doze faixas que sugerem que ela deixou de se editar para consumo. Os números iniciais de ouvintes apoiam essa leitura — o videoclipe oficial ultrapassou os cinco milhões de visualizações no YouTube, e o Last.fm registou mais de três milhões e meio de reproduções desde a chegada do álbum.

A tensão a que o álbum não consegue escapar é aquela construída na sua premissa. Uma declaração de autenticidade que chega dentro de uma campanha completa de uma grande editora (ciclo de imprensa, videoclipe oficial, lançamento estruturado) não pode verificar totalmente as suas próprias afirmações. A distância entre um verdadeiro reset artístico e uma viragem de autenticidade cuidadosamente embalada é estreita, e ‘petal’ não a fecha. Alguns ouvintes ouvirão a diferença entre os álbuns anteriores de Grande e este e chamar-lhe-ão evolução. Outros notarão que a maquinaria por detrás do lançamento é idêntica, e que a raiva sem filtros ainda é mais confortável quando tem masterização profissional. Ambas as leituras são honestas.

Para os mercados da MCM na Europa, América Latina e Ásia, ‘petal’ está acessível via YouTube e nas principais plataformas de streaming. A disponibilidade no Spotify não foi confirmada à data deste relatório — uma lacuna invulgar para um lançamento comercial deste nível, e que vale a pena monitorizar à medida que o lançamento avança. Não foram anunciadas datas ao vivo, agenda de digressão ou slots em festivais, o que coloca ‘petal’ firmemente no espaço da audição e não na arena.

O álbum já está disponível. Não foi confirmada nenhuma digressão de apoio, e não foi anunciado um calendário de lançamento físico.

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