Música

Single “Splat!” dos Deep Purple junta duas gravações inéditas de Montreux ao tema de encerramento do álbum

Alice Lange
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Os Deep Purple transformaram “Splat!”, o tema-título que encerra o seu mais recente álbum de estúdio, SPLAT!, num single com três faixas e vídeo oficial. Mas são as duas faixas adicionais que os fãs ainda não conheciam: ambas são gravações ao vivo inéditas, captadas durante a atuação da banda no Montreux Jazz Festival. São elas “Scriblin’ Gib’rish”, uma canção do álbum, e “Guinnesis”, cuja versão de estúdio só está disponível na caixa SPLAT!.

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“Splat!” é a quarta canção do álbum a ser lançada individualmente, depois de “Arrogant Boy”, “Diablo” e “Guilt Trippin’”, mas a primeira a chegar depois de o disco já estar nas lojas. Isso muda a função do single: deixa de ser uma antecipação e passa a ser um novo impulso para um álbum que a banda e a editora, earMUSIC, descrevem como o mais pesado dos Deep Purple em muitos anos, numa altura em que a digressão leva estas canções aos palcos das arenas europeias.

É também no tema-título que a ideia do álbum ganha forma. SPLAT! assenta num conceito de Ian Gillan, o vocalista: o fim da humanidade imaginado não como destruição, mas como transformação, uma metamorfose para lá da existência física. Sendo a 13.ª e última canção, “Splat!” encerra esse percurso e, com três minutos e 39 segundos, tem a mesma duração da versão do álbum. O single inclui, portanto, a gravação de estúdio, e não uma edição para rádio ou uma remistura.

Bob Ezrin produziu agora seis álbuns consecutivos dos Deep Purple, todos desde Now What?!, de 2013. A atual formação de cinco elementos — Gillan, Roger Glover, Ian Paice, Don Airey e Simon McBride — gravou SPLAT! a tocar em conjunto no estúdio, como a banda sempre fez. Gillan afirmou que o novo material pode estar à altura de “Highway Star”, “Smoke on the Water” e “Lazy”, canções do período da banda entre 1969 e 1973. Segundo a earMUSIC, os quatro álbuns de estúdio anteriores chegaram todos ao primeiro lugar em mais do que um país.

Para quem já tem SPLAT!, o single digital acrescenta duas gravações ao vivo, mas nenhum tema de estúdio inédito. Os formatos físicos revelam o público a que a editora se dirige: uma edição maxi-single em CD digisleeve, limitada a 3.000 exemplares, e uma prensagem em vinil cristalino de 12 polegadas, 180 gramas e 45 rpm, limitada a 2.500 exemplares. Ambas incluem as gravações de Montreux. É um produto para colecionadores que pede aos fãs mais fiéis que voltem a pagar por uma canção que já têm, em troca de duas atuações. “Guinnesis” reforça esse argumento, já que a sua versão de estúdio só se encontra na caixa, cujo preço é mais elevado.

O vídeo, que uma semana depois de ter sido publicado já ultrapassava as 180.000 visualizações no canal da earMUSIC no YouTube, estreou a 22 de outubro. O single chegou a todos os serviços de streaming e download a 23 de outubro, quase quatro meses depois de SPLAT! ter sido lançado, a 3 de julho de 2026. As duas gravações ao vivo foram captadas em Montreux a 13 de julho de 2026. As duas edições físicas limitadas já estão disponíveis para pré-encomenda.

A SPLAT! World Tour inclui 86 concertos em 28 países de três continentes e, depois das atuais datas europeias, termina na América do Sul, em dezembro. Se “Splat!” conquistará um lugar permanente ao lado das canções com que Gillan a compara, só ficará decidido em palco, noite após noite.

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