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End of Abyss chega a 1 de outubro: escaneia as paredes, atira nas criaturas, vê-as dividir-se

Susan Hill

Quando o sinal de socorro chega, Cel não faz ideia do que a espera. É esta a premissa de End of Abyss, o título de estreia da Section 9 Interactive e da Epic Games Publishing, que chega à PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC a 1 de outubro de 2026. Daqui a seis semanas, os jogadores vão descobrir como é realmente aquilo a que se chama «origem desconhecida».

A premissa é familiar: um complexo subterrâneo, uma missão de investigação, algo correu muito mal. Mas End of Abyss ganha o direito de contar essa história pela forma como a conta. Cel é técnica de combate — não uma super-soldada, não uma eleita, mas uma profissional enviada para fazer um trabalho específico. A instalação em que desce é descrita como partida e abandonada, e a ênfase nessa palavra transparece em todas as escolhas de design mostradas até agora.

A escolha mais distintiva da Section 9 é a câmara. End of Abyss é um jogo de ação visto de cima, e o estúdio usa esse enquadramento não como limitação, mas como ferramenta. O horror nos jogos funciona geralmente através do desconhecido que preenche um corredor em primeira pessoa. De cima, vê-se mais — os corredores mais largos, os cantos escuros, a sala de onde se acabou de sair. Esse conhecimento cria o seu próprio tipo de pavor, porque o design de criaturas da Section 9 dá muito para registar antes do encontro.

As criaturas em End of Abyss não se comportam de forma previsível. Cel carrega um scanner — um equipamento de diagnóstico reutilizado como ferramenta de sobrevivência — que lê o ambiente de duas formas. Apontado a uma parede, identifica fragilidades, revela espaços vazios, marca passagens que só farão sentido mais tarde. Apontado a um inimigo, revela padrões comportamentais e dados táticos. Algumas destas criaturas dividem-se quando danificadas, fragmentando-se em múltiplas ameaças. O scanner avisa quais é que fazem isso. Se se lê o aviso a tempo é outra questão.

O sistema de combate combina pistolas, caçadeiras e ferramentas de combate corpo a corpo contra inimigos que exigem abordagens variadas. A gestão de saúde passa por injeções em vez de itens deixados no chão, mantendo a tensão da alocação de recursos ligada ao corpo da protagonista e não à generosidade do ambiente. Há pontos de salvamento espalhados pela instalação, e o jogo preserva o progresso através deles — o ciclo de ressurgimento é pensado para iteração em vez de castigo, incentivando os jogadores a reencarar os confrontos com a inteligência táctica que acumularam.

A estrutura subjacente assemelha-se a um metroidvania contido. Caminhos ramificados levam a áreas que ainda não podem ser exploradas, e regressar a elas com novas ferramentas faz parte do ciclo previsto. O scanner catalogas rotas bloqueadas automaticamente — passagens seladas aparecem de forma diferente das meramente perigosas — o que significa que a exploração tem uma lógica de mapa mesmo quando o cenário é ativamente hostil. Áreas anteriormente inacessíveis abrem-se à medida que o equipamento de Cel é melhorado, recompensando quem se lembra do que não conseguia alcançar.

A Section 9 Interactive é um pequeno estúdio cuja equipa fundadora bebe da experiência das franquias Little Nightmares e LittleBigPlanet PS Vita. Ambos os projetos exigiam resolver um problema central: criar desconforto em ambientes onde o jogador está invulgarmente consciente da escala. End of Abyss aplica esse instinto de forma diferente. O complexo diminui a protagonista, as criaturas são proporcionalmente enormes no enquadramento de cima, e a sensação de ser pequeno num sistema grande e partido está incorporada na lógica geométrica da câmara e não apenas na direção artística.

A Epic Games Publishing posicionou o título como um lançamento relevante para a programação de outono, com pré-reservas abertas em todas as lojas digitais. Os membros da PlayStation Plus beneficiam de um desconto de 10% até ao lançamento a 1 de outubro. A versão para PC estará disponível através da Epic Games Store.

End of Abyss foi oficialmente revelado na Summer Game Fest de 2026, onde a cobertura de pré-visualização notou a coerência entre os seus sistemas: a mecânica de divisão das criaturas, o scanner de dupla função, o enquadramento de horror visto de cima — tudo aponta para a mesma intenção de design. A Section 9 quer que saibas o que está lá, e ainda assim não te sintas preparado para isso.

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