Tecnologia

Phantom Blade Zero leva o cinema de Hong Kong ao combate em PS5 e PC este outubro

Adrian Kessler

Phantom Blade Zero coloca o jogador na pele de Soul, um assassino treinado pela Ordem e depois incriminado pelo assassinato do patriarca dessa mesma organização. A premissa é uma armadilha em que se entra de olhos abertos: cada técnica que se possui foi ensinada pela organização que agora quer eliminar-te. S-Game, estúdio independente chinês, construiu o seu motor de combate em torno dessa pressão.

O sistema de combate retira a sua linguagem do cinema clássico de artes marciais de Hong Kong. S-Game usou captura de movimento com coreógrafos de wuxia reais. Isso nota-se na importância do tempo. O referente mais próximo é Sekiro na sua lógica de parry: os ataques inimigos são classificados em Brutal Moves e Killer Moves. Um parry funciona contra os primeiros; um desvio no último momento, contra os segundos. Ambos bem cronometrados ativam o Ghostep — Soul reposiciona-se instantaneamente atrás do alvo, abrindo uma janela breve de contra-ataque. O sistema ensina a ler, não a reagir.

YouTube video

O recurso que gere os ataques pesados e os bloqueios chama-se Sha-chi. Não é resistência no sentido convencional: gere o compromisso ofensivo e a capacidade defensiva como o mesmo depósito, forçando decisões reais no meio do combate.

Soul pode carregar duas armas primárias em simultâneo, escolhidas entre mais de 30 tipos, além de dois Phantom Edges — um slot secundário que inclui canhões, lanças, machados e martelos. A troca mid-combo é uma opção mecânica, não uma pausa de menu.

O cenário é o wuxia — a ficção chinesa de artes marciais com códigos de honra, estruturas de poder feudais e sociedades secretas. S-Game chama ao universo do jogo o Phantom World, construído em Unreal Engine 5.

O topo do género action RPG foi dominado por estúdios japoneses e ocidentais durante três décadas. Phantom Blade Zero entra diretamente nessa conversa a partir de um desenvolvedor chinês, usando mitologia chinesa e vocabulário cinematográfico de Hong Kong como base de design. O resultado comercial dirá se um caminho diferente para o jogo de ação de alto orçamento é viável.

S-Game anuncia 20 a 30 horas de campanha principal e cerca de 20 horas de conteúdo secundário. O gameplay publicado parece tecnicamente preciso. O que nenhuma antevisão pode confirmar é se esse nível se mantém durante 50 horas a partir de um estúdio sem historial nesta escala.

Phantom Blade Zero lança a 29 de outubro em PS5 e PC via Steam e Epic Games Store. Um acordo de exclusividade de consola PS5 de 12 meses coloca o lançamento em Xbox não antes de finais de 2027. S-Game adiou a data original de 9 de setembro 50 dias para melhorar modelos de personagens, rever ambientes e otimizar para hardware sem ray tracing. Uma apresentação dedicada no State of Play está prevista para este verão.

Etiquetas: , , , , ,

Discussão

Existem 0 comentários.