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Agefield High, o herdeiro indie de Bully da Rockstar, procura uma segunda oportunidade na PS5

A Refugium Games leva às consolas o seu sandbox liceal dos anos 2000 depois de uma estreia difícil no PC, apostando no género que a Rockstar nunca retomou
Cassian Vale
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Há quase duas décadas que a escola como mundo aberto é um género com um único marco e nenhuma sequela. Bully, da Rockstar, transformou um colégio interno num sandbox de horários, grupinhos e castigos, e depois a porta da Bullworth Academy fechou-se atrás dele. Agefield High: Rock the School entra nesse corredor vazio com outra época às costas: não a sátira intemporal de colégio privado de que a Rockstar gostava, mas o pop-punk, o embaraço adolescente e as comédias atrevidas do início dos anos 2000.

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A premissa é pequena de propósito. O jogador controla Sam, um finalista com a formatura à vista e poucos meses para decidir que lenda vai deixar. A ideia que organiza o jogo é o próprio horário: as aulas existem, e a possibilidade de as ignorar também. A Refugium Games constrói toda a estrutura em torno dessa escolha — aluno exemplar, pesadelo de todos os professores ou algo duvidoso pelo meio —, com consequências que passam pelos horários e pelas rotinas em vez de um medidor moral.

Students crowd a locker-lined hallway at Agefield High
Image: Refugium Games

À volta da escola estende-se uma vila totalmente aberta. O campus dá lugar ao centro, aos bairros residenciais e ao campo, e a economia tem escala adolescente: biscates e minimissões para ganhar dinheiro, dinheiro gasto em roupa, bicicletas e cortes de cabelo, e um jogo do gato e do rato permanente com professores e com a polícia local. Mais de 30 missões principais sustentam a história. No anúncio, o estúdio apresenta os diálogos como uma homenagem assumida, fiel ao tom foleiro da viragem do milénio que os jogadores, nas suas palavras, aprenderam «a adorar (ou a achar embaraçoso!)».

A Refugium Games define-se como um estúdio independente com espírito de banda de garagem. Começou com um programador a solo fascinado pelas histórias clássicas de extraterrestres cinzentos, visão que deu origem ao jogo de terror Greyhill Incident em 2023, e a equipa cresceu depois do título seguinte, Vacant’s Mine. Agefield High é, segundo o próprio estúdio, o seu projeto mais ambicioso até hoje — e um mundo aberto completo é o formato mais implacável que uma equipa pequena pode escolher.

Sam mows a suburban lawn as a side hustle in Agefield
Image: Refugium Games

A estreia nas consolas chega com bagagem. A versão de PC foi lançada no Steam em agosto, onde mantém atualmente avaliações de utilizadores maioritariamente negativas depois de a cobertura inicial ter apontado problemas técnicos. Isso faz da edição para PlayStation 5 mais do que uma conversão: é a versão com que a fantasia Y2K do estúdio chega a um novo público, e uma oportunidade para mostrar o que mudou nestes meses.

Agefield High: Rock the School já está disponível na PlayStation 5 por 29,99 €, 24,99 £ ou 27,49 $, e continua à venda no PC através do Steam. A versão para Xbox Series X|S chega a 2 de outubro.

Se valia a pena reabrir esse corredor, os jogadores o dirão. A ideia, pelo menos, está à vista: uma vila inteira construída em torno da decisão mais antiga de qualquer adolescente — ir ou não ir às aulas.

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