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ANOMALITH, com música da compositora de Elden Ring, encabeça os mundos partidos da FURYU no Steam Next Fest

A FURYU abre no Steam Next Fest as demos do seu shooter de sobrevivência que verga a gravidade e do roguelike CRYMELIGHT, inspirado em Alice
Cassian Vale
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O terror sempre encontrou as suas melhores ideias nos lugares que deixam de obedecer às próprias regras: o corredor que se prolonga para lá do razoável, a escadaria que nos devolve ao piso de onde acabámos de sair. ANOMALITH ergue um videojogo inteiro a partir dessa sensação. O novo shooter de sobrevivência da FURYU, desenvolvido pela Winning Entertainment Group, o estúdio outrora conhecido como Natsume Atari, lança a sua protagonista nos «Outros Mundos», anomalias espaciais onde a gravidade de um bloco de apartamentos funciona ao contrário e uma rua comercial nunca chega ao fim. É um pesadelo de espaços liminares vestido com a estética retro da era Showa, e traz uma linhagem invulgar: Yuka Kitamura, a compositora de Elden Ring, assina a banda sonora, e Romeo Tanaka, criador de Humanity Has Declined, escreve o argumento.

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Esse mundo já pode ser jogado. Para o Steam Next Fest, a editora japonesa disponibilizou as demos de dois jogos que dificilmente poderiam estar mais afastados: ANOMALITH e CRYMELIGHT, um roguelike assente em Alice no País das Maravilhas. Ambos chegam embalados pelo Tokyo Game Show, onde, segundo o anúncio, a receção fez a soma das suas listas de desejos no Steam ultrapassar as duzentas mil. A FURYU assinalou a marca com o vídeo acima, uma mensagem de agradecimento de Reona Minazuki e Arisa Hanato, de ANOMALITH.

Reona é a espinha dorsal do jogo. Investigadora que desperta ao fim de dez anos adormecida no interior de uma das anomalias, regressa com uma sensibilidade inquietante aos Outros Mundos e com uma amizade perdida por encontrar. O comunicado aponta Resident Evil e os Backrooms como referências, e o design lê-se como uma negociação entre ambos: recursos escassos, armas personalizáveis e 12 poderes melhoráveis de um lado; espaços que se recusam a obedecer à geometria do outro. Entre incursões, Reona regressa à base para juntar as peças dos mistérios, dos laços que a unem ao resto das personagens e da natureza de cada anomalia.

Reona Minazuki fires on a humanoid anomaly inside a subway car in ANOMALITH
Image: FURYU CORPORATION

CRYMELIGHT é o mais recente capítulo da linha CRY, a ação bishōjo sombria da FURYU, e leva Lewis Carroll para um lugar bem mais estranho do que o quarto das crianças. Alice acorda sem memória de quem é, parte do Salão do Chá rumo a um jogo mortal nascido da loucura e tem de confessar e enfrentar os pecados que cometeu. As personagens do País das Maravilhas regressam reimaginadas: um Coelho Branco infantil, uma rapariga misteriosa chamada Mary, um Cheshire que empunha um saco de sangue e um Mad tão gentil quanto implacável. O combate gira em torno da Wonder Dimension, um campo que reforça o poder e a velocidade, e de um Poker System que distribui cinco cartas de habilidade aleatórias, pelo que nenhum confronto se desenrola da mesma forma.

Alice stands among the chairs and cakes of the Tea Party Hall in CRYMELIGHT
Image: FURYU CORPORATION

As demos podem ser jogadas até 26 de outubro. ANOMALITH é lançado a 28 de outubro em PC através do Steam, PlayStation 5 e Nintendo Switch 2 por 49,99 dólares, com uma edição Digital Deluxe de 69,99 dólares que junta um livro de arte digital de 80 páginas, uma minibanda sonora e um conjunto de DLC; as pré-reservas na PlayStation 5 incluem 48 horas de acesso antecipado. CRYMELIGHT segue-se a 4 de novembro nas mesmas plataformas, por 19,99 dólares, ou 39,99 dólares na Deluxe Edition. A FURYU confirmou ainda colaborações no Steam, ANOMALITH com o immersive sim cyberpunk Peripeteia e CRYMELIGHT com Garden of Witches, Magical Princess e Eternal Palace Sakura, com pormenores a anunciar.

Para uma empresa que começou por fabricar cabinas de fotografias autocolantes, é um par de apostas revelador. Um jogo desfaz a física, o outro desfaz um clássico infantil, e ambos apostam que os jogadores querem perder-se em mundos que deixaram de fazer sentido.

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