Desporto

Campeonato do Mundo 2026, Grupo G: Bélgica favorita para liderar — Salah torna a segunda posição numa batalha

Jack T. Taylor

A Bélgica chega ao Grupo G com o estatuto de favorita, mas carrega-o com algum desconforto. A geração dourada acumulou três épocas de tropeços: eliminação na fase de grupos da Liga das Nações, oitavos do Campeonato da Europa e uma mudança de selecionador que trouxe Rudi Garcia após a demissão de Domenico Tedesco em janeiro de 2025. A estrutura mantém-se considerável: Thibaut Courtois recuperado e no seu melhor nível no Real Madrid, Kevin De Bruyne a ditar o jogo aos 34 anos, e Romelu Lukaku — com o desgaste de quem muito exigiu de si próprio — ainda com a inteligência de um avançado que sabe como ocupar uma defesa. Este grupo exige rendimento, não apenas presença.

"Belgium national football team World Cup 2018" by Кирилл Венедиктов is licensed under CC BY-SA 3.0. To view a copy of this license, visit https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/.

O 4-3-3 de Garcia deu coerência a uma equipa que andava à deriva. A vitória por 5-2 frente aos Estados Unidos num particular de fim de março mostrou o tecto belga: De Bruyne e Lukaku em sintonia, Jérémy Doku impiedoso na esquerda, Leandro Trossard inteligente pela direita. Quando esses cinco funcionam em conjunto, a Bélgica apresenta uma das melhores unidades ofensivas do torneio. O problema tem sido a regularidade. Na qualificação perderam uma vez e empataram duas em dez jogos.

Salah e o peso histórico do Egito

O Egito chega com um nome que pesa mais do que qualquer classificação FIFA. Mohamed Salah lidera a selecção como capitão naquele que será provavelmente um dos seus últimos Mundiais — faz 34 anos em junho — e entra no torneio a dois golos do recorde histórico da selecção egípcia de 69, pertencente a Hossam Hassan, que é agora o seu seleccionador. Omar Marmoush amadureceu no Manchester City tornando-se um avançado que pressiona sem bola e conclui com eficiência. O objectivo realista do Egito é atingir os oitavos de final pela primeira vez na história.

O que falta ao Egito é organização defensiva frente a adversários de elite. O primeiro jogo ante a Bélgica em Seattle é determinante. Salah não é o problema — eleva sempre o nível quando o jogo mais exige. A questão é se a estrutura à sua volta aguenta a pressão belga pelas alas e se Marmoush consegue criar as oportunidades que Salah precisa para ser decisivo.

A disciplina do Irão, o último adeus da Nova Zelândia

O Irão construiu a sua participação no sistema de Amir Ghalenoei: bloco defensivo baixo, cobertura de espaços e transição rápida através dos movimentos de Alireza Jahanbakhsh e da capacidade de Mehdi Taremi em proteger a bola sob pressão. Taremi, agora no Olympiacos, mantém-se eficaz. Alireza Beiranvand é um guarda-redes imponente. Nem a Bélgica nem o Egito podem subestimar o Irão nas primeiras duas jornadas.

A Nova Zelândia é a selecção com a classificação mais baixa do torneio — 85.ª do mundo. Darren Bazeley constrói os All Whites em torno de Chris Wood, 34 anos, melhor marcador de sempre da selecção com 45 golos, provavelmente no seu último Mundial. Contra a Bélgica e o Egito a diferença é demasiado grande. Mas frente ao Irão na primeira jornada em Los Angeles pode haver equilíbrio.

O prognóstico

A Bélgica vence o Grupo G. O verdadeiro risco não é a eliminação, mas perder para o Egito em Seattle e ter de recuperar. O segundo lugar pertence ao Egito de Salah. O Irão termina em terceiro com os seus pontos defensivos. A Nova Zelândia regressa a casa com a experiência vivida.

O jogo entre a Bélgica e o Egito em Seattle é a chave do grupo. Se Salah marcar e a Bélgica perder pontos na primeira jornada, o Grupo G torna-se muito mais aberto do que parece no papel.

Etiquetas:

Discussão

Existem 0 comentários.