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SKULD: demo gratuita põe-nos na linha da frente do tower defense como valquíria nórdica

A estreia da Super Monkey Studio troca a vista de comandante por uma espada: Skuld ergue as torres e depois defende ela própria o portão
Cassian Vale
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O tower defense sempre foi um género de distância. Dá-nos o olhar do comandante, o mapa visto de cima, a calma de quem nunca tem de estar onde caem as flechas. SKULD, o primeiro jogo da Super Monkey Studio, uma equipa jovem de Málaga, traz essa câmara até ao chão. A demo gratuita já está disponível no Steam e a premissa soa a uma correção discreta do género: não assistimos à batalha, somos nós a defender o portão.

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A guardiã desse portão foi bem escolhida. Skuld é a única figura da mitologia nórdica que é ao mesmo tempo uma norna, uma das tecedeiras do destino, e uma valquíria, e o jogo encontra-a depois do Ragnarök, quando a escuridão de Hela alastra pelos Nove Reinos. O próprio estúdio coloca-o na linhagem de Orcs Must Die!, com um visual pintado à mão que pisca o olho, sem disfarce, a Hades.

Skuld fights a wave of enemies on a bridge while her turrets fire arrows and frost around her
Image: Super Monkey Studio / Develup Games

O design assenta numa atenção dividida. Em combate rápido na terceira pessoa, Skuld esquiva-se, ataca e liberta poderes divinos enquanto coloca e melhora torres à sua volta. Alguns inimigos vão às defesas, outros ao portão, outros diretamente a ela, e a página do Steam deixa as regras claras: se chegarem a Valhalla, perdemos; se Skuld cair, também. Antes de cada batalha escolhe-se um baralho de torres e moldam-se as capacidades dela, apostando na lâmina ou na base. Cada reino traz inimigos novos, pelo que nenhuma configuração foi pensada para resultar em todo o lado.

Skuld walks through a hand-painted hall built around a glowing world tree in SKULD
Image: Super Monkey Studio / Develup Games

Entre combates, o jogo torna-se algo próximo de um drama de corte. Skuld regressa a Valhalla, onde Odin, Loki, Heimdall, Idun e os restantes deuses querem todos alguma coisa dela, e essas conversas decidem o rumo da campanha. O lema é a formulação mais limpa da ideia: o seu destino está escrito, as suas escolhas não. Cada textura é pintada à mão, com um traço de banda desenhada bem marcado em combate, e uma banda sonora original dá a cada reino, das muralhas douradas de Asgard às profundezas geladas de Helheim, o seu próprio som e o seu próprio boss.

O percurso do estúdio foi tão sinuoso como o da heroína. A Super Monkey Studio começou como um grupo de estudantes a fazer o seu primeiro jogo, e o género mudou mais do que uma vez pelo caminho. «O que nunca mudou foi SKULD», afirmou no anúncio Hugo Maldonado, cofundador do estúdio. «Queríamos um jogo em que não nos limitamos a planear a defesa, mas combatemos na linha da frente.» Uma campanha no Kickstarter financiou o projeto este ano a 140% e valeu-lhe a distinção «Project We Love» da plataforma; a edição está a cargo da Develup Games.

A demo oferece o primeiro contacto direto: abrir caminho por vagas de criaturas corrompidas por Hela com combos corpo a corpo, colocar e melhorar as primeiras torres e perceber a mistura de ação em tempo real e estratégia. É gratuita e já está no Steam. O jogo completo surge no Steam para 2027, em PC com Windows; não foram anunciadas versões para consolas.

É um primeiro jogo pequeno, mas o argumento é nítido. Skuld é a norna do que tem de ser, e SKULD continua a pedir-lhe que escolha na mesma, o que descreve bem um tower defense em que o comandante é também a última torre de pé.

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