Jogos

Evercade Nexus já está à venda, e Banjo-Kazooie na caixa explica os seus primeiros manípulos

A Evercade de ecrã maior traz o pack duplo de Banjo da Rare, multijogador sem fios EverSync e a mesma fé no cartucho físico
Cassian Vale
Adicione-nos no Google

Há seis anos que a Evercade defende uma ideia teimosa: um jogo vale mais quando o podemos ter nas mãos. A Blaze Entertainment construiu a sua plataforma em torno do cartucho de plástico, do manual impresso e da prateleira, enquanto o resto da indústria transformava bibliotecas em licenças. O que a plataforma não conseguia era ir além de uma certa época. Sem um manípulo analógico, a geração que ensinou os jogadores a conduzir uma câmara e a percorrer um mundo ficava quase fora de alcance.

YouTube video

A Evercade Nexus, já à venda, é a resposta da Blaze a esse limite, e o cartucho incluído explica-o melhor do que qualquer ficha técnica. Cada consola traz Banjo-Kazooie e a sequela Banjo-Tooie, da Rare, dois jogos de plataformas cujo design assenta por inteiro num polegar sobre um manípulo: um urso e um pássaro a contornar uma peça de puzzle enquanto a câmara gira atrás deles, em mundos feitos para serem explorados na diagonal. A Blaze diz que ambos foram construídos a partir do código-fonte original da Rare, o tipo de cuidado de guardião com que a plataforma sempre se vendeu.

O hardware cresceu em torno dessa ambição. A Nexus tem um ecrã IPS de 5,89 polegadas, o maior de sempre numa Evercade, com mais de 500 nits de brilho, além de dois manípulos analógicos, cruz direcional, botões de ombro e gatilhos. A Blaze apresenta os manípulos a pensar nos jogos de 32 e 64 bits. O corpo preto pesa 410 gramas e tem um logótipo RGB personalizável.

A ranhura de cartuchos continua no centro da ideia. A Evercade já conta mais de 80 cartuchos e mais de 700 jogos, organizados como antologias: o catálogo de uma editora como a Activision, a Taito ou a Rare, ou a história de uma série como Tomb Raider, Duke Nukem, Legacy of Kain ou Doom, cada um em caixa com manual a cores. No anúncio, o CEO da Blaze, Andrew Byatt, apresenta a consola como a soma dessa filosofia: «grandes jogos, posse física e a alegria de descobrir algo novo».

Rows of boxed Evercade cartridges including Tomb Raider, Broken Sword, Atari Arcade and Toaplan collections
Image: Blaze Entertainment

A novidade mais interessante é o EverSync, que transforma o limite do cartucho num truque social. Duas consolas Nexus ligam-se diretamente, sem Wi-Fi nem ligação à internet, e partilham o mesmo jogo para que cada jogador o veja no seu ecrã, mesmo que só um deles tenha o cartucho. É multijogador local no sentido antigo: duas pessoas numa sala e um cartucho entre ambas.

Regressam funções como o modo TATE, que põe o ecrã na vertical para os shooters de arcada, as opções de proporção de imagem e scanlines, uma biblioteca que regista os cartuchos que possui e as atualizações sem fios com extras como o Indie Heroes Game of the Month.

Evercade Nexus turned vertically in TATE mode, running an arcade shoot-em-up
Image: Blaze Entertainment

A Evercade Nexus chegou às lojas a 30 de outubro por 199,99 €, 169,99 £ ou 199,99 $ na Amazon, Funstock, Best Buy, GameStop e noutros revendedores Evercade na Europa e nos Estados Unidos. A caixa inclui a consola, o cartucho Banjo-Kazooie Double Pack, um cabo USB-C e um guia rápido; o transformador de corrente não está incluído. Uma bolsa rígida para seis cartuchos e um kit de películas protetoras vendem-se à parte. A portátil foi revelada no final de março.

Se o manípulo vai abrir a Evercade ao resto do cânone do final dos anos noventa depende das licenças que a Blaze conseguir a seguir. O cartucho de lançamento já diz para onde a plataforma quer ir: para fora do scroll lateral e para dentro de mundos que se percorrem a pé, ainda guardados num cartucho.

Etiquetas: , , , , ,

Adicione-nos no Google

Discussão

Existem 0 comentários.