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Glory on Pluto estreia demo e faz do motor de um foguetão a build mais caótica dos roguelites

O programador a solo Tom Stockley e a Yogscast Games remodelam a viagem espacial dos números crescentes antes do lançamento
Cassian Vale
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O roguelite dos números que só sobem passou os últimos anos em mesas de cartas, balcões de loja e máquinas de jogo, a pedir emprestadas as formas do mundo real para tornar a sua aritmética legível. Glory on Pluto, a estreia do programador a solo de Bristol Tom Stockley, aponta essa mesma compulsão ao céu. O motor não é uma metáfora do build. É o build, e cada partida resume-se a saber se um foguetão atulhado de combustíveis absurdos aguenta inteiro até à orla do sistema solar.

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A premissa é desarmantemente simples. Monta-se um motor circular com células de combustível, tripulação e modificadores, procuram-se as combinações que se alimentam umas às outras e gasta-se a potência resultante para romper a órbita e saltar de planeta em planeta. Entre paragens surgem pontos de passagem com eventos, comerciantes e encontros, e de vez em quando uma tripulação pirata que quer a sua parte da carga. Se o utilizador encontrar a sinergia certa, os números disparam; se for ganancioso, o motor desfaz-se sozinho, algo que o jogo trata menos como falhanço do que como espetáculo.

The circular rocket engine grid and the fuel salvage selection screen in Glory on Pluto
Image: Little Big Ears / Yogscast Games

Esse sentido de espetáculo tem origem. Stockley passou mais de uma década como motion designer freelancer antes de se virar para o código, e o anúncio apresenta o projeto como a sua saída do mundo cínico da publicidade: um jogo sem outro propósito além da alegria. Assume também uma posição de design, afastando o roguelike não violento dos análogos do mundo real em que costuma assentar. Plutão, despromovido e querido, é uma meta à medida de um jogo sobre querer algo um pouco a mais.

A nova demo, já disponível na Steam, é uma remodelação profunda e não um simples complemento do trailer. A interface foi redesenhada e passa a aceitar temas personalizados que os jogadores trocam através de códigos de partilha da comunidade, e arrastar combustível para as ranhuras de reaproveitamento ficou mais fluido. As partidas são mais rápidas e o risco maior, porque os tokens de impulso esgotam-se mais cedo. Novas animações e sinais intermitentes tornam o motor mais fácil de ler no ecrã, o tutorial foi simplificado e chegam autocolantes desbloqueáveis, a par de desenhos de colaboração com The Subminer e Yogscast. Foi acrescentada localização completa para japonês, coreano, tailandês e chinês simplificado e tradicional.

An incoming call from a salvage ship with a pirate chance warning in Glory on Pluto
Image: Little Big Ears / Yogscast Games

O jogo completo promete mais de 250 itens de combustível distribuídos por categorias com arquétipos e estilos de jogo próprios, mais de 50 tripulantes para contratar e promover, e modificadores de segmento que levam o build ainda mais longe. É uma caixa de ferramentas propositadamente profunda para um jogo cujo prazer está em ver um plano transformar-se em acidente.

Por trás de Stockley está uma editora que conhece o terreno. A Yogscast Games, fundada em 2017 para apoiar equipas pequenas que fazem jogos tão divertidos de ver como de jogar, acertou em cheio com PlateUp!, que vendeu mais de dois milhões de cópias na Steam, e com Dungeons & Degenerate Gamblers, que faturou mais de um milhão de dólares no primeiro mês. A página da Steam indica ainda a GamerSky Games como coeditora.

Glory on Pluto chega ao PC através da Steam a 12 de novembro de 2026, e a demo pode ser descarregada já. Se o motor chega a Plutão depende de quem joga; se sobrevive à viagem é outra questão.

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