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Laver Cup: Alexander Zverev fecha o título para a Europa um dia depois de deixar fugir um match point

Jack T. Taylor
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A Laver Cup terminou como tantas vezes tem terminado para a Equipa Europa: com Alexander Zverev em campo e o último ponto a depender da sua raquete. O que torna esta edição mais interessante do que o resultado é o que lhe aconteceu no dia anterior — e o pouco que levou desse episódio para o encontro que decidiu tudo.

A maioria das notícias resumiu a história ao alemão que voltou a cumprir o seu papel de fechar a eliminatória. É verdade, mas deixa de fora o que importa. Zverev chegou a Londres como o jogador com mais vitórias da época e bicampeão de Grand Slam este ano, mas o torneio que em tempos dominava deixara de lhe dar vitórias em singulares. Depois, com um match point diante de Alex de Minaur, viu-o escapar.

Essa derrota é o ponto de viragem. Segundo o relato do próprio torneio, Zverev venceu o primeiro set por 6-2, dominando a partir do fundo do court, antes de de Minaur inverter o rumo do encontro ao subir à rede e forçar erros. O australiano venceu o tie-break do segundo set por 7-5, salvou um match point a 9-8 no tie-break decisivo e converteu o seu para ganhar por 11-9, colocando a Equipa Mundo em vantagem por 5-3. A Sky Sports foi mais longe e escreveu que Zverev desperdiçou vários match points; o relato do torneio contabiliza apenas um. Seja como for, de Minaur admitiu que estivera «em apuros e que tudo parecia bastante sombrio».

Durante a maior parte da carreira, esse foi o guião de Zverev: construir uma vantagem e falhar na hora de a fechar. A página mais conhecida desse guião é a final do US Open de 2020, que perdeu para Dominic Thiem depois de estar a vencer por dois sets a zero. Este ano, rasgou-o por completo. Conquistou o seu primeiro título do Grand Slam em Roland Garros, em junho, chegou à final de Wimbledon e depois venceu Ben Shelton por 6-3, 7-6(2), 5-7, 6-2 para conquistar o US Open, tornando-se apenas o segundo alemão a consegui-lo, depois de Boris Becker. A ATP Tour conta-o como o 12.º jogador desde 1978 a chegar, numa só época, às finais de torneios do Grand Slam em terra batida, relva e piso duro. «Em Paris, estava cheio de stress; agora, estou cheio de felicidade», disse em Nova Iorque, citado pelo deutschland.de.

O domingo pôs à prova a possibilidade de essa mudança se estender para lá dos grandes palcos. Learner Tien, o norte-americano que se estreava pela Equipa Mundo, já tinha vencido Flavio Cobolli num tie-break decisivo no início do fim de semana, e as trocas de bola longas e a variedade de pancadas frustraram Zverev, noticiou o The Big Lead. Com o resultado em 5-5 no primeiro set, Tien salvou três pontos de break consecutivos. A 5-6, Zverev enfrentou um set point no seu serviço. Salvou-o, venceu o tie-break por 7-3 e precisou apenas de um break no segundo set para fechar o encontro por 7-6(3), 6-3, em uma hora e 49 minutos.

Esse set point é o momento do fim de semana. Um dia depois de o desfecho lhe ter escapado, viu-se à beira de perder um set que tinha controlado, a um ponto da derrota, e desta vez conseguiu fechar. É a característica que definiu toda a época: a recusa em deixar que o último erro determine o ponto seguinte.

A vitória deixou a Equipa Europa inalcançável, com 13-5 no marcador no The O2, depois de Cobolli e Jakub Mensik terem vencido de Minaur e Taylor Fritz por 7-5, 6-3 nos pares desse dia. Foi a quarta vez que Zverev garantiu a vitória na Laver Cup, depois de Chicago, em 2018, Genebra, em 2019, e Boston, em 2021. O torneio apresenta-o agora como o maior pontuador de sempre, com 26 pontos em sete edições. A Europa venceu seis das nove edições disputadas. Para o capitão Yannick Noah, foi o primeiro título, um ano depois de ter perdido em São Francisco para a Equipa Mundo de Andre Agassi.

O próprio Zverev não complicou. «Não ganhava um encontro aqui há dois anos, por isso estou feliz por o ter conseguido hoje», disse, segundo a ATP Tour. «Muito mérito para toda a Equipa Mundo. Voltaram a obrigar-nos a ir até ao fim.» Disse à Sky Sports que a Europa «teve três oportunidades de fechar o confronto nos singulares» e acrescentou: «Acho que o Carlos também está muito feliz por eu ter fechado o encontro», numa referência ao colega de equipa Carlos Alcaraz. Noah agradeceu aos jogadores e brincou: «Desta vez, ganharam por mim.»

Os números da semana apontam na mesma direção. O relato da Laver Cup apresenta Zverev, número 2 mundial, no topo da ATP Tour, com 56 vitórias em encontros esta época, e o The Big Lead considera que o primeiro lugar do ranking está ao seu alcance. Durante anos, a pergunta sobre Zverev foi se conseguiria fechar os encontros. Em Londres, respondeu-lhe duas vezes no mesmo fim de semana: primeiro, da pior forma; depois, de vez — e a segunda resposta chegou menos de um dia depois da primeira.

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